Pensado como uma morada de retorno, o Apartamento Refúgio — um duplex de 600 m² — se transforma no ponto de apoio afetivo para uma família que, mesmo vivendo em São Paulo, mantém raízes profundas com Fortaleza. Mais do que uma residência temporária, o projeto representa o reencontro com a cidade natal, com os vínculos familiares e com a própria memória.
A arquitetura, serena e contida, abre espaço para que a arte e a paisagem conduzam a experiência. A vista da orla da Beira Mar, revelada entre o skyline, é como uma pintura viva emoldurada pelas aberturas. É nesse compasso entre interior e exterior que o projeto estabelece sua poética.
Na sala principal, a luz natural repousa sobre tons crus e texturas suaves. O mobiliário discreto valoriza o acervo da moradora, fotógrafa cearense, cuja obra ocupa quase todos os ambientes. A arte não é ornamento: é estrutura e discurso.
A paleta neutra, os tecidos naturais e o espaçamento entre peças fazem o apartamento respirar. A brisa e o sol de Fortaleza percorrem os espaços com liberdade, tornando o Refúgio permeável ao tempo e à contemplação. Nos dormitórios, cada cor revela um afeto.
O Refúgio não é abrigo passageiro — é a extensão emocional de uma trajetória.